Hoje me peguei pensando em algumas pessoas por quem eu fiquei triste quando soube que morreram. Resolvi fazer uma lista:
- Syd Barrett (Não, eu não sou fã de Pink Floyd, mas gosto muitíssimo da fase "Barrett")
Me deu uma certa melancolia, não sei, talvez pelo talento desperdiçado no deslumbramento (ou no descontrole) do LSD.
"I saw the best minds of my generation destroyed by madness, starving hysterical naked, dragging themselves through the negro streets at dawn looking for an angry fix..."
(O Uivo - Allen Ginsberg)
Ok, Eu sei que ele nem era da minha geração, mas quem não viu isso se repetir algumas vezes ao longo da vida? Sem nenhuma ridícula moralidade anti-drogas. Toda diversão tem um preço - see Emily plays!. Às vezes leva um Rafael Ilha (pior é que nem leva), às vezes leva um Syd Barrett ou outros como o próximo citado (ps: Eu sei que Barrett morreu velho, mas o cérebro dele já tinha morrido há mais ou menos uns 30 anos. Aquela carcaça parecia um veículo vazio)
- Mark Sandman (Sim, eu gosto pra caralho de Morphine)
Esse foi foda. Morreu no palco - parada cardíaca, provável over. Morou no Brasil (em Santa Teresa, onde mais um gringo moraria?) e tinha um talento pra band leader/ frontman raro. Todos os atributos pra terminar dando show por essas bandas. Mas não deu tempo.
Sempre imaginei que quando ele escreveu "Candy says she made arrangements for me in the sand" (Candy - do álbum "Cure for Pain") ele se referia a algum trabalho de macumba. Pra quem morou no Rio e em Nova Orleans o tema devia ser mais que comum. (encontrei traduzido num site como: "Candy disse que tomou providências para mim na areia". Talvez se "providência" fosse uma cerveja, poderia fazer algum sentido). Mas agora não vou mais poder perguntar. Saco.
- George Carlin
Esse eu descobri há relativamente pouco tempo. Stand-up comedian americano de uma estirpe que não existe mais - agora que ele morreu pode aumentar a ênfase da frase. Cínico, corrosivo, iconoclástico, resumindo: sensacional. Uma espécie de Costinha americano, mas com o nível mais alto e mais classudo também (eu adorava o Costinha, estou classificando apenas para efeito de comparação).
Não, eu não fiquei triste quando Airton Senna morreu. Daniela Pérez também não. Paciência. Claro que nunca desejaria que tivessem morrido. A fórmula 1 ficou muito mais sem-graça e o Raul Gazolla pode se assumir livremente, mas não bateu entende?
Mas continuemos...
- Timothy Leary
Pooorra, o que eu vou dizer? Um libertário, um louco, um gênio. Caralho, o coroa soube dar algum sentido à própria vida. Isso pra quem já tinha perdido uma esposa (que se suicidara alguns anos antes dele começar suas experiências com Psilocibina) e com duas crianças pra cuidar não é bolinho não. E pra quem pensa que era doideira, as experiências eram sérias, ok?
- Albert Hoffmann
Esse valeu. O maior agente de viagens da história :D
- Paulo Autran
Se eu nunca tivesse visto nada dele, ou se ele nunca tivesse atuado na vida, apenas minhas lembranças dele em "Guerra dos Sexos" com Fernanda Montenegro já bastariam pra ele estar aqui. Pior é que eu detesto novela e era bem novinho na época, então nem lembro de nenhum momento específico, mas apenas de boas sensações e muitas, muitas risadas...
Se formos pensar na lista dos que morreram-antes-que-nos-déssemos-conta-que-existiam essa lista prolonga a noite toda. Graham Chapman por exemplo.
Eu me lembro que fiquei triste com a morte do Costinha, do Renato Russo, do Chico Science. Menos que os citados acima, mais do que a média (por favor não inclua seus próprios familiares e amigos. Perdas particulares causam dores particulares). Eu chorei com a morte do Tancredo, mas eu era muito pirralho e estava envolvido com a comoção ao meu redor. Certamente minha reação hoje seria mais cínica, até porque Tancredo morreu antes de sê-lo. Foi santificado pelo que talvez fizesse, pelo que representava mas não legitimou.
Na verdade esse post é um rápido momento melancólico sobre o tempo. Outro dia dando aula eu citei "Zico" e "Airton Senna" e percebi que meus alunos sabiam VAGAMENTE de quem eu estava falando. Daqui a 20 anos essa minha lista vai fazer pouco sentido para as novas gerações
. E é sem esses referenciais à sua volta que você percebe que o tempo passou, que você ficou sozinho e que, bem amigo, está chegando a sua hora. Hei! O que diabos a enfermeira está fazendo com uma foice? :D
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Atacaaamaaaaaaa!!!
Porra, não vejo a hora de parar, sentar, olhar em volta e ficar embasbacado. Acho que verterei uma lágrima em nome de tantos anos sem férias.
Convém tb dar uma checada na pressão. Ao menos em teoria, um hipertenso deve manter distância de um salar. ;)
Convém tb dar uma checada na pressão. Ao menos em teoria, um hipertenso deve manter distância de um salar. ;)
Ok, mas foi roubo...
Tudo bem que o empate praticamente selaria nossa impossibilidade de sermos campeões, mas que o Simon precisa de óculos, de caráter ou de aposentadoria isso é certo. Fica a gosto do freguês.
E o motivo pelo qual o Léo Fortunato fez aquele pênalti estava evidente desde o primeiro tempo. O time do Cruzeiro estava com 3 palmos de língua pra fora. E o Diego Tardelli tinha acabado de entrar, fresquinho, novinho em folha. Só somar A+B.
E o motivo pelo qual o Léo Fortunato fez aquele pênalti estava evidente desde o primeiro tempo. O time do Cruzeiro estava com 3 palmos de língua pra fora. E o Diego Tardelli tinha acabado de entrar, fresquinho, novinho em folha. Só somar A+B.
!osodrac ordep aviv
Vou aderir à campanha do Pedro Cardoso ao inverso. Depois do "vamos banir a pornografia da dramaturgia" eu sugiro um "Vamos banir a dramaturgia da minha pornografia".
Filme pornô com historinha e atores se esforçando pra dar o melhor do que aprenderam em alguma "acting school" americana é de fuder. Com a paciência.
Filme pornô com historinha e atores se esforçando pra dar o melhor do que aprenderam em alguma "acting school" americana é de fuder. Com a paciência.
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