terça-feira, dezembro 09, 2008

Uau!

Não dou muita bola pra essas marquetices do futebol brasileiro, mas essa é de doer. Os caras colocam uma camisa 9 do Corinthians à venda e em 8h eles venderam a incomensurável quantia de 60 UNIDADES, faturando cerca de 13 mil reais.

Sou só eu que achei pouco? Quantas camisas 9 do Ronaldo seriam vendidas se o fenômeno fosse contratado por time que acabou de subir pra série A do campeonato italiano, inglês ou quem sabe... equatoriano?

Leva-se em consideração também que poucos times no mundo têm uma torcida do tamanho da "fiel". Pior é que o apresentador e o repórter achavam aquilo um assombro.

Claro, foi o primeiro dia. Durantes as próximas semanas e ainda mais com a proximidade do natal esses números talvez cresçam. E bastante. Só não vi razão pra tanta empolgação. Principalmente da parte do Ronaldo. Ele deve estar meio puto.

Se na Itália, na Inglaterra e no Equador ele venderia mais (sim, a hipótese é minha, ok?), significa que a imagem dele está meio em baixa no seu próprio país.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Pra quê?

Recebi um projeto de espetáculo hoje. No meio de alguns lugares-comuns me deparei com um que tem me irritado profundamente:

"O Projeto não pretende apontar caminhos nem encontrar respostas, mas abrir uma reflexão..."

Então, pra quê fazer, não é mesmo? Muito "pós-muderno" essa falta de pretensão e consequentemente falta de coragem de colocar o cu na reta. Não aponto nada, não respondo nada, logo não corro o risco de errar.

Como público, eu quero respostas, mesmo que erradas, mesmo que pretensiosas. Mesmo que eu não concorde. Ou que ninguém concorde. O excesso de opções sem um norte, somado aos mais modernos antiansiolíticos, antidepressivos e outros antiqualquerporra têm feito muitos estragos silenciosos a nossa geração. Mas no sapatinho, com todo mundo sob controle, sem surtar e sem escândalo, ok? Aproveita e me passa outra porra de Rivotril...

Não que a arte seja a salvação disso, mas arte-xuxu é foda. Todo mundo quer dizer algo, mas ninguém tem nada a dizer. Ouça "Peng", do Stereolab. Laetitia sabe do que estou falando, e é claro, antes de mim. :D

Se eu quiser "abrir uma reflexão" eu faço isso no armário do meu banheiro. Aliás, faço isso todo dia. A escova e a pasta de dentes ficam lá dentro, atrás do espelho. Hmmm...Quando abro a porta do armário também abro outra reflexão, nesse caso até maior, de corpo inteiro...

Texto padrão de projeto padrão. Masturbação formatada no word. E tome Jandirão na secretaria de cultura! Periga ser aprovado.

Livro de Hitler ganha versão mangá no Japão

"Diversidade de temas

Apesar da East Press ser uma das poucas no mercado a trabalhar com clássicos da literatura mundial, o segmento de mangás no Japão já vem usando há anos os traços orientais dos desenhos para explicar diversos temas.

Relações diplomáticas com a China, degustação avançada de vinhos, epidemia da gripe aviária, parábolas da Bíblia e até a nossa capoeira já viraram mangá no país. O formato compacto, o baixo custo e a linguagem popular ajudam a transformar este tipo de publicação em sucesso de vendas."

Ou seja o cordel é o mangá do nordeste. Ou o mangá é o cordel do Japão. Enfim.

Como será que ficaria uma versão cordel de Mein Kampf? "A incrível história de Aldolfo bigode-de-vassourinha, que sonhava ser pintor e acabou no inferno por quase dominar o mundo"?