quarta-feira, fevereiro 04, 2004

O Sono Impera.

Tenho que parar urgentemente com essa mania de dormir às 5 da manhã...
Logicamente você deve estar pensando que eu estou numa ressaca infernal, depois DAQUELA night frenética, né?
Sua sorte é que eu fiz um juramento de evitar palavrões nesse blog, mesmo sendo meu.

O motivo real desse serão foi puramente trabalho.

Finalizando trilha para o "Entre 4 Paredes", com suas devidas documentações. Além de finalizar a filipeta da festa do meu amigo DJ Tito (vide links aí do lado) - Paradiso. Momento propaganda: Agora todo sábado, na Casa da Matriz!!!

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Coisas que eu não entendo...

Há alguns dias saí pra comprar meu cigarro (sim, eu fumo sim, e daí?) percebi que havia algo estranho...
A fita de abertura tinha sido deslocada pro meio do maço. Abri e dei de cara com uma novidade: um folheto explicativo listando todos os malefícios do fumo, e dando N motivos pra niguém começar a fumar. Da perda de fôlego, passando pela má-formação fetal até o câncer. No fim, descubro que o folheto é todo baseado em dados da própria Phillip Morris, numa "campanha de conscientização". Tinha até um disque "pare de fumar". Hmmmm...

Dois dias depois eu abro a Época (não, não tinha nada melhor pra ler...enfim) e dou de cara com um anúncio da própria Phillip Morris falando sobre o cigarro na juventude. A melhor parte era algo como: "Ninguém quer que os jovens fumem...Nós também não!" (pois sim...)

Frente a isso você chega a uma dessas conclusões:

a) O CEO da Phillip Morris está em busca da canonização.
b) A indústria do tabaco encontrou a maneira mais hipócrita do mundo pra se livrar de processos milionários.
c) Por que não param de encher o MEU SACO e me deixam fumar o meu cigarrinho em paz?

Seja for a opção escolhida, raciocine comigo:

Se cigarro é droga, vicia e hoje é obrigado a vir com bula auto-depreciativa, por que não liberam o restante das drogas?
Todos poderíamos comprar maconha e cocaína, devidamente embalados e com bulas explicativas sobre os possíveis riscos do uso e abuso da substância. A única coisa que faria diferença na hora da decisão sobre "usar ou não usar" seria o que deveria guiar a vida de todos nós: livre-arbítrio.

Acabaria o stress com poder paralelo, altos custos com repressão de tráfico etc etc...Todo mundo pagando imposto bonitinho.
Assim como a indústria do tabaco, que de tão atacada, virou um exemplo "boa vontade corporativa" (Isso existe? Fala aí, Michael Moore!!!)

Cachaça é droga que mais mata nesse país. E a bebida mais vendida DO MUNDO é a caninha 51 (coitado de quem compra. Ô cachacinha ruim!!!)

Pelo menos não precisamos ficar aturando os sucessos da propaganda da Hollywood...lembra do Phenomena Two? Argh!!!

Segundo Post

Quase tão rápido quanto o segundo.

Estou falando diretamente do trabalho, em um janeiro como sempre devagaaaar, quase parando.
Aqui.
Em casa, mil trabalhos, quase todos sem grana a curto prazo. Investimentos de carreira, devo dizer.
Permaneço meus dias lendo os jornais e me perguntando aonde isso vai parar. A política interna funciona (sem entrar em considerações sobre se isso vai dar certo ou não) ainda na base do grito, da bravata e da demagogia. O Estado do Rio permanece sob jugo evangélico.
Na política externa a hipocrisia é tão descarada que concluí que não há diferença entre políticos de primeiro e terceiro mundo. Nem no primeiro mundo os políticos são um pouco melhores. O Iraque que o diga.

Quinta-feira estréia "Entre 4 Paredes", na Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes. Bendito seja Sartre!

Estou lendo "Império" de Michael Hardt e Antonio Negri. Falo disso porque tive uma discussão com um amigo historiador outro dia (o baixista do Supercordas - www.supercordas.kit.net) e sua opinião é que, apesar de ser uma belíssima teoria, caiu por terra junto com 99% das outras após o 11 de setembro.
A verdade é que quanto mais leio, mais discordo. Assustadoramente óbvio. Assustadoramente profético.

Antes desse, o deleite: Neuromancer.

Nunca fui um fã incondicional de ficção-científica. Gosto, ponto.
Mas como leitor voraz, sempre ouvi falar desse clássico cyberpunk de William Gibson. Mais ou menos desde os 15 anos. Algumas vezes o busquei em sebos e afins, ao menos sempre que eu me lembrava. Não era reeditado com frequência.
Eis que há cerca de uns 15 dias entrei numa livraria pra comprar um presente, a caminho de um jantar, e descobri que em função do sucesso da trilogia Matrix reeditaram Neuromancer.
Matrix?! Como apesar de supracitado pela cultura geek (antes mesmo de ter esse "nomitcho" ridículo) eu não sabia nada do enredo, resolvi matar de um vez só duas curiosidades: comprei Neuromancer na hora.

É foda. E realmente foi a inspiração-mor dos irmãos Wachowski. Claro, não foi a única.
Mas o livro é mais do que um "embrião" de sucesso da Warner Bros.
Pra quem vive cercado de firewalls e proxies por todos os lados, assistindo a anatomia subvertida pelo bodymodification enquanto mapeiam seus genes em busca de sabe-se lá o quê, Neuromancer parece deliciosamente contemporâneo.
Tu vai ver como a Monsanto ainda vai vender pâncreas a granel... ;)
Se eu tivesse lido esse livro com quinze anos meu constructo ROM seria bem diferente.

Enquanto o mundo gira eu preparo o próximo show do noramusique. Tenho que parar de dormir às 3:00 da manhã...






PRIMEIRO POST

Primeiro post...

Assim que o cérebro atingir o "overload" dessa semana, eu descarrego.

Não vou desejar boas vindas porque esse blog, inicialmente, é para ninguém.